quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hipertensão Arterial Pulmonar II


Além das causas idiopáticas (sem causas determinadas) mencionadas em postagens anteriores, há também outras causas responsáveis e que se relacionam à ocorrência da Hipertensão Arterial Pulmonar, entre as quais encontram-se as doenças pulmonares (principalmente as associadas ao DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – como, por exemplo, a bronquite crônica, a asma brônquica e o enfisema pulmonar; as doenças pulmonares estão também associadas ao tabagismo).
A fibrose pulmonar (que são minúsculas cicatrizes formadas no pulmão. Quando elas se formam, os alvéolos são perdidos, levando a uma perda irreversível na capacidade dos pulmões em transferir oxigênio para a circulação sanguínea, causando, por exemplo, a falta de ar durante a prática de exercícios físicos); a apnéia do sono (que é a suspensão da respiração durante o sono); em cardiopatias congênitas; em determinados medicamentos, como algumas drogas contra a obesidade; e na embolia pulmonar (que são coágulos de sangue no pulmão).
Seu diagnóstico envolve, entre outros procedimentos, um ultra-som do coração, um exame para medir a atividade elétrica do coração (um eletrocardiograma - ECG) e a cateterização cardíaca direita, que proporciona o diagnóstico definitivo (envolve a inserção de um pequeno tubo no coração para oferecer uma medida direta da pressão no coração e nos pulmões).
Já o seu tratamento dá-se, por exemplo, através do uso de anticoagulantes, prevenindo a formação de coágulos sanguíneos nos pulmões; através da terapia de oxigênio, aumentando a quantidade de oxigênio disponível no sangue; e através de bloqueadores de canais de Cálcio, aliviando a constrição nas artérias pulmonares.
Aqui estão algumas sugestões para ajudar àqueles que, diariamente, aprendem a lidar com o desafio de conviver com a Hipertensão pulmonar: (retirado de http://andancasvagarosas.wordpress.com/2010/11/12/vivendo-com-hipertensao-pulmonar/)
·         Quando sentir falta de ar, faça uma pausa. Admire a paisagem, não há vergonha em diminuir o ritmo.
·         Planeje e faça trabalhos que exijam maior esforço quando estiver mais energia.
·         Descanse. Planeje trabalhos que possa realizar sentada como costurar ou usar o computador.
·         Considere iniciar um projeto. Tire o foco da sua nova condição. Existem coisas que podem ser feitas na sua própria casa e ajudam a distrair a mente e o espírito como: artesanato, arrumar o álbum de fotografia, arrumar papéis e ler livros. Aproveita para se ocupar daquelas coisas que você sempre quis fazer, mas nunca teve tempo.
·         Relaxe. Stress pode prejudicar os sintomas de HAP.
·         Coloque a sua saúde e segurança em primeiro lugar. Se você tem uma lista de escolha saudáveis que você gostaria de ter feito fazia anos, deixa a hipertensão pulmonar se a sua desculpa para finalmente colocá-la em ação.
·         Evite fumaça e fumantes. Caso você possua condições adquira um detector de monóxido de carbono (CO), esse aparelho custa em média R$ 600,00 e é vendido em lojas especializadas.
·         Escolha a sua caridade favorita e faça trabalho voluntário.
·         Adicione confiança e bom – humor.

Referências Bibliográficas:



Postado por: Ana Elisa Rosa



Hipertensão e sua relação com as emoções.


O conceito foi desenvolvido personalidade hipertensiva de estudos retrospectivos. Um estudo deste tipo de produto, como segue: levar um grupo de pessoas com uma doença como a hipertensão, por exemplo, medir uma variável, como traços de personalidade, e depois comparar as características de personalidade com a qual encontrada em um grupo equivalente de pessoas sem hipertensão. Os estudos retrospectivos têm mostrado repetidamente que indivíduos hipertensos são pessoas que não controlam suas emoções bem ou não pode expressar. Eles concluíram que os indivíduos com hipertensão foram personalidade hipertensiva.
Mas não suficiente raciocínio categoria de segurança, uma vez que a hipertensão em si pode afectar as características da personagem. Estudos são necessários "prospectivo" para examinar um grupo de hipertensos, deve determinar seus tipos de personalidade e segui-los ao longo do tempo.
É necessário enfatizar que um fator crucial para o desenvolvimento da hipertensão arterial é a necessidade de lidar com um ambiente que exige adaptação constante de comportamento. E, claro, se o ambiente é tão difícil como o de hoje, nos tornamos mais conscientes das situações que exigem um conjunto de comportamento e, ao mesmo tempo, aumentar a nossa pressão arterial. Esta é uma nova abordagem para o caminho que devemos pensar sobre a tensão. Nós podemos modificar as complexidades da vida, que é pouco provável, uma vez que existe uma tendência para aumentá-los, ou desenvolver formas de permitir-nos a lidar com eles de forma mais eficaz


Referencias bibliograficas


1.     Kumar, MBBS, MD, FRCPath, V.; Abul K. Abbas, MBBS, Nelson Fausto, MD and Jon Aster, MD (2009). «Cap. 11 Hypertensive vascular disease». En Saunders (Elsevier). Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease (8th edición). 

2.    Dreisbach, Albert W; Sat Sharma y Claude Kortas (feb de 2010). «Hypertension» (en inglés). Nephrology: Hypertension and the Kidney. eMedicine.com. Consultado el 5 de julio de 2010.

3.    José F. Guadalajara Boo (jefe de Servicio Clínico del Instituto Nacional de Cardiología Ignacio Chávez). Programa de actualización continúa para Cardiología. pp. p8.

 

Hipertensão Pulmonar.


É pressão sanguínea anormalmente alta nas artérias dos pulmões, o que faz com que o lado direito do coração trabalhar mais do que o normal.

Causas

O lado direito do coração bombeia sangue através dos pulmões, onde ele apanha o oxigénio. Em seguida, o sangue retornar para o lado esquerdo do coração, que bombeia para fora do corpo.

Quando as pequenas artérias (vasos sanguíneos) dos pulmões são estreitadas, o sangue não pode levar muito. Quando isto ocorre, a pressão acumula-se, o que é chamado de hipertensão pulmonar.

O coração tem de trabalhar mais para forçar a circulação do sangue através do vaso contra esta pressão. Ao longo do tempo, isto faz com que o lado direito do coração torna-se maior.

Neste momento, a insuficiência cardíaca envolve o coração direito, o que é chamado de cor pulmonale.

A hipertensão pulmonar pode ser causada por:
• doenças auto-imunes que danificam os pulmões, tais como a artrite reumatóide ou esclerodermia
• anomalias congênitas do coração
• Os coágulos de sangue no pulmão (embolia pulmonar)
• Insuficiência cardíaca congestiva
• Doença das válvulas cardíacas
• A infecção pelo HIV
• Baixos níveis de oxigênio no sangue por um longo tempo (crónica)
• doença pulmonar, como DPOC ou fibrose pulmonar
• Drogas (por exemplo, certos medicamentos para perda de peso)
• Apnéia obstrutiva do sono

Em muitos casos, a causa é desconhecida, e a condição é conhecida como hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI) e utilizado para ser chamado de hipertensão pulmonar primária (PPH).

Hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI) é rara e afeta mais mulheres do que homens.

Se a hipertensão pulmonar é causada por uma droga, ou uma condição médica conhecida, é chamado de hipertensão pulmonar secundária.

Os sintomas

Muitas vezes, falta de ar ou sensação de desmaio durante a atividade é o primeiro sintoma. Você pode ser um aumento da freqüência cardíaca (palpitações). Ao longo do tempo, os sintomas ocorrem actividade mais clara ou mesmo em repouso.

Outros sintomas incluem:
• Inchaço das pernas e tornozelos
• lábios azulados ou pele (cianose)
• Dor no peito ou pressão, geralmente na parte da frente do peito
• tonturas ou desmaios
• Fadiga
• Aumento do tamanho abdominal
• Fraqueza

Pessoas com hipertensão pulmonar muitas vezes têm sintomas que vão e vêm. Eles relatam que eles têm dias bons e ruins.

 Tratamento

Não há cura conhecida para a hipertensão pulmonar. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e prevenir danos nos pulmões mais. É importante para o tratamento de condições médicas que causam a hipertensão pulmonar, a apneia obstrutiva do sono, doenças pulmonares e doenças das válvulas cardíacas.

Muitas novas opções de tratamento para a hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI) e outras formas de hipertensão pulmonar.
O médico irá decidir qual o medicamento é melhor para você. Durante o tratamento, você vai continuar a acompanhar de perto os efeitos colaterais e ver o quão bem você está respondendo à medicação. Nunca pare de tomar a medicação sem consultar o seu médico.

Alguns pacientes diluentes para reduzir o risco de coágulos de sangue nas veias das pernas e artérias do pulmão.

Pessoas com baixos níveis de oxigênio pode precisar de terapia de oxigênio em casa.

Como a doença se agrava, será necessário fazer mudanças na casa e obter mais ajuda em casa.

Outras dicas importantes a seguir:
• Evitar a gravidez.
• Evite atividades extenuantes e levantamento de peso.
• Evite viajar para altas altitudes.
• Mantenha-se atualizado gripe anual e vacinas pneumocócicas.
• Pare de fumar.

Se o tratamento medicamentoso não funciona, um transplante de coração-pulmão ou pulmão pode servir apenas algumas pessoas.

Dietas pobres em sódio.


Vários estudos internacionais, incluindo uma feita em meados dos anos 90 realizado na cidade de Nova York não confirmaram o consenso médico sobre dieta hipossódica para baixar a pressão sanguínea e ataques cardíacos. O que se descobriu foi que, em vez "não houve influência ou, no caso de estudo em Nova York, houve um aumento de quatro vezes da condição entre os participantes com uma dieta baixa em sódio. Talvez participantes com alto risco de eventos coronarianos não estavam cientes de todas as fontes de sódio estavam consumindo por alimentos industrializados, mesmo se eles estavam evitando adicionar sal à sua comida. "

Na maior parte dos alimentos processados ​​são sódio em outras combinações, tais como benzoato de sódio, glutamato de monossódio (MSG). Este último encontra-se com diferentes "alias", em muitos produtos, o que torna mais difícil de identificar. Ambos são aditivos muito perigosas. No entanto, quando os médicos recomendam dieta hipossódica, o foco permanece em ver o cloreto de sódio palavras nos rótulos dos alimentos processados, se a recomendação é ler os rótulos em primeiro lugar, porque, infelizmente, não é um prática comum.

Compostos de sódio são mais perigosos em alimentos processados, a solução, portanto, é simples, não come alimentos processados ​​ou lixo e estação de alimentos com todo o seu sal marinho, natural em pequenas quantidades, apenas para realçar os sabores. As pessoas estão acostumadas com o gosto de sal e pimenta, e que estes prevalecer em seus pratos sem parar para saborear os ingredientes em suas refeições. A planta tem seu próprio sabor, os frutos ainda mais.
O sal marinho em bruto pode, portanto, ser usados ​​com moderação, juntamente com alimentos integrais, orgânicos e água purificada (uma pitada de sal para repor os minerais perdidos), não só para o paladar, mas também para a boa saúde . Basta olhar para as melhores fontes de sal bruto.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Gorduras X Hipertensão


            Normalmente costuma-se brincar, quando uma comida é muitíssimo gostosa e saborosa, dizendo um “desconfie, fique atento, porque talvez isso já seja um indicativo de que ela não seja tão saudável e benéfica assim para o organismo”. No entanto, até que ponto isso é ou não verdade?
            Ao pensarmos na palavra genérica gordura, invariavelmente fazemos a correlação aos seus aspectos negativos, tratando-a como uma verdadeira vilã inimiga do corpo. Esquecemos, entretanto, de considerar seus diversos benefícios e a sua indispensável participação para um pleno exercício do organismo. Vejamos, dessa forma, um pouco mais sobre essa personagem.
            A principal fonte de energia do corpo é constituída pelos carboidratos. Tanto os carboidratos simples (açúcares) quanto os complexos (amidos) são facilmente digeridos e convertidos em glicose, o principal combustível do organismo.  No entanto, enquanto os carboidratos complexos são absorvidos mais lentamente, os carboidratos simples são absorvidos com mais rapidez e facilidade. A glicose que não é “queimada”, que não é metabolizada imediatamente, fica armazenada na forma de gordura.
            Existem três tipos de gordura dietética: saturada, poliinsaturada e monoinsaturada. A maioria dos alimentos gordurosos contém uma mistura de gorduras saturadas e insaturadas. Consumir qualquer tipo de gordura em excesso provoca ganho de peso, entretanto, o consumo de quantidades exageradas de gordura saturada, em particular, aumenta as chances de se desenvolver câncer, doença cardíaca, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde. Este tipo de gordura também eleva o nível de colesterol no sangue e seu consumo diário não deve ultrapassar 10% de todas as calorias consumidas.
            No entanto, nem sempre essa foi aporcentagem indicada. Como a revista VEJA mencionou em sua Edição 2275 - ano 45 - nº 26 - 27 de junho de 2012, até recentemente o máximo de gordura saturada preconizado era de 7% do total de calorias ingeridas diariamente, e não os atuais 10%. É certo que consumir menos gordura e colesterol é fundamental, isto é, comê-los de forma moderada e não abusiva. Entretanto, a gordura saturada é também uma fonte necessária de energia e de vários compostos químicos (está associada, por exemplo, à fabricação dos hormônios sexuais e à integridade das membranas celulares), além de auxiliar na absorção e utilização de nutrientes solúveis em gordura, como o beta-caroteno e as vitaminas A, D, E e K.
            Além dos três tipos de gordura dietética supracitados, há ainda um quarto grupo que se diferencia dos demais por apresentar uma estrutura química incomum, induzida pelo processamento industrial dos alimentos. São as chamadas gorduras trans. Estas são gorduras vegetais alteradas que, de acordo com algumas pesquisas, sugerem que sejam tão nocivas à saúde quanto as saturadas. Elas são encontradas, por exemplo, nas margarinas, nos biscoitos, nos chocolates, nos sorvetes e nas maioneses.
            O excesso de gordura transportado pelo sangue, entretanto, pode causar vários problemas de saúde, entre os quais a aterosclerose. A gordura não é dissolvida em água (ou no sangue), mas separa-se dela, assim como ocorre com o óleo na superfície da água. O organismo geralmente aglomera a gordura na forma de triglicerídeos. Os triglicerídeos, assim como o colesterol, são transportados por moléculas denominadas lipoproteínas. Sabemos que o excesso de algumas lipoproteínas, como as LDLs, fazem mal à saúde, enquanto os altos níveis de outras lipoproteínas, como as HDLs, são benéficas (como já fora explicado em posts anteriores). Diversos estudos médicos já demonstraram que ter pouco HDL e excesso de LDL é indicativo de alto risco para doença cardíaca, infarto e outros problemas de saúde.
            Consumir menos gordura e colesterol, portanto, tem um peso maior para melhorar a saúde cardiovascular de uma forma geral do que para o próprio tratamento da hipertensão. No entanto, resultados demonstram que comer menos gorduras saturadas e mais fibras podem baixar a pressão, uma vez que essas (as fibras) possivelmente diminuem a quantidade de insulina circulante no organismo,podendo auxiliar também na eliminação de mais sódio, contribuindo para uma consequente redução da pressão arterial.
            Associar as gorduras como sendo as grandes vilãs do organismo é, com efeito, um grande equívoco. No entanto, partir para o extremo oposto, relevando apenas seus aspectos positivos, certamente é outro. Devemos procurar conhecer as duas facetas que as envolvem, analisando-as de forma a buscar o balanço ideal entre elas. A revista VEJA supracitada, em sua matéria intitulada “A redenção da gordura”, busca retomar essa importância das gorduras, objetivando desmistificar a demonização que foi criada em torno delas.
            Na reportagem, a afirmação “a gordura saturada consumida em demasia nem sempre é maléfica” torna-se, no mínimo, intrigante. A sua explicação, entretanto, é pontual e direta: ”por um único e simples motivo: ela tem várias versões”. A seguir, ao discriminar essas várias versões da gordura saturada, destacando quatro (láurica, mirística, palmítica e oleica), cria-se ascondições para se ampliar os horizontes, amadurecendo a ideia de que as gorduras, as saturadas em especial, trazem também consigo grandes benefícios.
            Precisa-se tomar cuidado, entretanto, para não incorrer no erro de, já que as gorduras saturadas também fazem bem, abusar delas durante as refeições. Como já fora dito, é imprescindível buscar o equilíbrio, o balanço ideal entre o consumo das gorduras e os demais alimentos, visando, com isso, não apenas evitar as doenças cardiocirculatórias ou uma possível hipertensão arterial, mas, sobretudo, manter um padrão e uma qualidade de vida melhor e mais prazerosa.         

           
           
            

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hipertensão Arterial Pulmonar


Ao ouvirmos a expressão Hipertensão, logo fazemos a correlação à pressão alta propriamente dita, também conhecida como Hipertensão Arterial Sistêmica. No entanto, há também a Hipertensão Arterial Pulmonar que, em poucas palavras, é o aumento da pressão interna das artérias pulmonares (artérias essas responsáveis por levar o sangue do ventrículo direito do coração aos pulmões, com o fim de remover o dióxido de carbono presente na circulação substituindo-o por oxigênio; isto é, de fazer a hematose).
A pressão arterial pulmonar normal encontra-se, quando o organismo está em repouso, em torno de 25 milímetros de mercúrio (mmHg). Os níveis pressóricos da circulação pulmonar, no entanto, quando se encontram acima do limite de 25 mmHg, o indivíduo enquadra-se no quadro de Hipertensão Pulmonar, o qual pode ser subdividido em grau leve/moderado, quando a pressão encontra-se abaixo dos 45mmHg; ou então em grau severo, quando a pressão está acima dos 50 mmHg.
A Hipertensão Pulmonar, doença rara e que ameaça a vida, ainda não teve as causas de sua ocorrência de todas elucidadas, sendo o seu diagnóstico ainda hoje um grande desafio. Ela é uma desordem progressiva decorrente de uma série de agressões sobre a pequena circulação pulmonar, que leva ao remodelamento dos pequenos vasos levando a obstrução e ao aumento da resistência ao fluxo sanguíneo.
Promove-se, dessa forma, uma sobrecarga ao coração (em especial ao ventrículo direito) fazendo-o trabalhar mais e dificultando, consequentemente, o bombeamento de sangue do coração para os pulmões. Com o passar do tempo, e devido a sobrecarga sofrida, o coração vai minimizando a sua eficácia podendo, até mesmo, comprometer seriamente as atividades cardíacas com uma possível insuficiência ventricular direita. Surgem, com isso, os sinais de cansaço, de falta de ar, capacidade de exercícios limitada, fadiga aos esforços, de síncope (desmaios), sensação de aperto torácico, tornozelos e pernas inchados e, mais à frente, sinais de insuficiência cardíaca direita (como já fora mencionado).
 As suas principais causas são as ditas idiopáticas, que é a chamada verdadeira Hipertensão Arterial Pulmonar, que ocorre quando nenhuma causa efetiva foi encontrada para a sua ocorrência. Recentemente, pesquisas têm mostrado que os níveis de endotelina são significativamente aumentados nos tecidos e na circulação sanguínea de pessoas que apresentam a doença.
 A endotelina, peptídeo produzido pelo endotélio e que age como mensageiro químico dentro do organismo, sob condições normais, apresenta-se em níveis baixos e é essencial no controle da atividade do vaso sanguíneo. Quando em altas concentrações, no entanto, é responsável pelo estreitamento (vasoconstrição) e pelo espessamento (fibrose) dos vasos sanguíneos, desencadeando os sintomas característicos da doença: como a falta de ar, vertigem, os desmaios, palpitações e fraqueza geral.
Sabendo-se disso, viu-se a necessidade de bloquear seus efeitos nocivos através da ação medicamentosa. Dessa forma, utilizou-se a estratégia de bloquear os receptores da endotelina (que são dois: o ETA e o ETB. O primeiro é encontrado principalmente na musculatura lisa dos vasos sanguíneos, enquanto o segundo localiza-se na superfície do endotélio) utilizando-se, para isso, os antagonistas dos receptores de endotelina (ARE) que são, por exemplo, a Bosentana e a Ambrisentana (este, o mais recente deles).



Referências Bibliográficas:




domingo, 2 de setembro de 2012

Flavonóides



Os flavonóides são compostos polifenólicos de origem natural que, embora não sejam sintetizados pelo nosso próprio organismo, desempenham uma importante função nos sistemas biológicos. Um grande destaque dos flavonóides encontra-se na sua atuação quanto antioxidantes, isto é, eles minimizam a presença dos radicais livres no corpo. No entanto, para melhor compreendermos sua ação, faz-se necessário entender o mecanismo de funcionamento dos antioxidantes.
O nosso corpo é formado por bilhões de células que são mantidas juntas por pontes de elétrons, onde algumas vezes essas moléculas são formadas por uma junta frágil que pode partir-se resultando em uma molécula instável carente de um elétron. Esta molécula é conhecida como Radical Livre. Ao procurar substituir o elétron que está ausente, esses radicais livres começam a atacar as células vizinhas; quando as células atacadas sedem o seu elétron elas se transformam em novos radicais livres, ocasionando uma reação em cadeia conhecida como estresse oxidante. Como, então, lidar com esses radicais livres? Se o problema é causado pela oxidação (doação de elétrons), a resposta a isso se encontra na anti-oxidação. Isto se dá através do consumo de antioxidantes. Eles interrompem essa reação em cadeia ao doar um de seus próprios elétrons aos radicais livres, sem ficarem, contudo, instáveis após isso; isto é, os anti-oxidantes são capazes de doar seus elétrons sem se tornarem os próprios radicais livres. 
Os flavonóides, que são pigmentos naturais encontrados geralmente em frutas, flores e vegetais, devido a sua capacidade antioxidativa são capazes de inibir a oxidação do LDL (Low Density Lipoprotein), o dito “colesterol ruim”. A oxidação do LDL dá-se através da oxidação dos ácidos graxos poliinsaturados de sua cadeia realizada por radicais livres. Os LDLs modificados são facilmente absorvidos por macrófagos, tornando-se tóxicos para o endotélio dos vasos sanguíneos. Tal cadeia de eventos possibilita que haja a formação de placas e trombos, os quais dificultam o fluxo sanguíneo e contribuem para a ocorrência de problemas cardiocirculatórios. A inibição dessa oxidação, portanto, minimiza a formação de eventuais placas ateroscleróticas, o que reduz a rigidez arterial, tornando os vasos mais susceptíveis à vasodilatação prevenindo-se, com isso, uma possível hipertensão arterial.
Os flavonóides são encontrados em diversos produtos de consumo cotidiano, como em vegetais, legumes, frutas, chás de ervas, mel, vinho tinto e chocolate. Apesar de sua capacidade oxidativa ser a mais elucidada por estudos até agora, os flavonóides também desempenham outras atividades nos sistemas biológicos, como atividades antiinflamatórias, de vasodilatação, ação antialérgica e atividade contra o desenvolvimento de tumores.





Postado por: Ana Elisa Rosa