quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dietas pobres em sódio.


Vários estudos internacionais, incluindo uma feita em meados dos anos 90 realizado na cidade de Nova York não confirmaram o consenso médico sobre dieta hipossódica para baixar a pressão sanguínea e ataques cardíacos. O que se descobriu foi que, em vez "não houve influência ou, no caso de estudo em Nova York, houve um aumento de quatro vezes da condição entre os participantes com uma dieta baixa em sódio. Talvez participantes com alto risco de eventos coronarianos não estavam cientes de todas as fontes de sódio estavam consumindo por alimentos industrializados, mesmo se eles estavam evitando adicionar sal à sua comida. "

Na maior parte dos alimentos processados ​​são sódio em outras combinações, tais como benzoato de sódio, glutamato de monossódio (MSG). Este último encontra-se com diferentes "alias", em muitos produtos, o que torna mais difícil de identificar. Ambos são aditivos muito perigosas. No entanto, quando os médicos recomendam dieta hipossódica, o foco permanece em ver o cloreto de sódio palavras nos rótulos dos alimentos processados, se a recomendação é ler os rótulos em primeiro lugar, porque, infelizmente, não é um prática comum.

Compostos de sódio são mais perigosos em alimentos processados, a solução, portanto, é simples, não come alimentos processados ​​ou lixo e estação de alimentos com todo o seu sal marinho, natural em pequenas quantidades, apenas para realçar os sabores. As pessoas estão acostumadas com o gosto de sal e pimenta, e que estes prevalecer em seus pratos sem parar para saborear os ingredientes em suas refeições. A planta tem seu próprio sabor, os frutos ainda mais.
O sal marinho em bruto pode, portanto, ser usados ​​com moderação, juntamente com alimentos integrais, orgânicos e água purificada (uma pitada de sal para repor os minerais perdidos), não só para o paladar, mas também para a boa saúde . Basta olhar para as melhores fontes de sal bruto.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Gorduras X Hipertensão


            Normalmente costuma-se brincar, quando uma comida é muitíssimo gostosa e saborosa, dizendo um “desconfie, fique atento, porque talvez isso já seja um indicativo de que ela não seja tão saudável e benéfica assim para o organismo”. No entanto, até que ponto isso é ou não verdade?
            Ao pensarmos na palavra genérica gordura, invariavelmente fazemos a correlação aos seus aspectos negativos, tratando-a como uma verdadeira vilã inimiga do corpo. Esquecemos, entretanto, de considerar seus diversos benefícios e a sua indispensável participação para um pleno exercício do organismo. Vejamos, dessa forma, um pouco mais sobre essa personagem.
            A principal fonte de energia do corpo é constituída pelos carboidratos. Tanto os carboidratos simples (açúcares) quanto os complexos (amidos) são facilmente digeridos e convertidos em glicose, o principal combustível do organismo.  No entanto, enquanto os carboidratos complexos são absorvidos mais lentamente, os carboidratos simples são absorvidos com mais rapidez e facilidade. A glicose que não é “queimada”, que não é metabolizada imediatamente, fica armazenada na forma de gordura.
            Existem três tipos de gordura dietética: saturada, poliinsaturada e monoinsaturada. A maioria dos alimentos gordurosos contém uma mistura de gorduras saturadas e insaturadas. Consumir qualquer tipo de gordura em excesso provoca ganho de peso, entretanto, o consumo de quantidades exageradas de gordura saturada, em particular, aumenta as chances de se desenvolver câncer, doença cardíaca, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde. Este tipo de gordura também eleva o nível de colesterol no sangue e seu consumo diário não deve ultrapassar 10% de todas as calorias consumidas.
            No entanto, nem sempre essa foi aporcentagem indicada. Como a revista VEJA mencionou em sua Edição 2275 - ano 45 - nº 26 - 27 de junho de 2012, até recentemente o máximo de gordura saturada preconizado era de 7% do total de calorias ingeridas diariamente, e não os atuais 10%. É certo que consumir menos gordura e colesterol é fundamental, isto é, comê-los de forma moderada e não abusiva. Entretanto, a gordura saturada é também uma fonte necessária de energia e de vários compostos químicos (está associada, por exemplo, à fabricação dos hormônios sexuais e à integridade das membranas celulares), além de auxiliar na absorção e utilização de nutrientes solúveis em gordura, como o beta-caroteno e as vitaminas A, D, E e K.
            Além dos três tipos de gordura dietética supracitados, há ainda um quarto grupo que se diferencia dos demais por apresentar uma estrutura química incomum, induzida pelo processamento industrial dos alimentos. São as chamadas gorduras trans. Estas são gorduras vegetais alteradas que, de acordo com algumas pesquisas, sugerem que sejam tão nocivas à saúde quanto as saturadas. Elas são encontradas, por exemplo, nas margarinas, nos biscoitos, nos chocolates, nos sorvetes e nas maioneses.
            O excesso de gordura transportado pelo sangue, entretanto, pode causar vários problemas de saúde, entre os quais a aterosclerose. A gordura não é dissolvida em água (ou no sangue), mas separa-se dela, assim como ocorre com o óleo na superfície da água. O organismo geralmente aglomera a gordura na forma de triglicerídeos. Os triglicerídeos, assim como o colesterol, são transportados por moléculas denominadas lipoproteínas. Sabemos que o excesso de algumas lipoproteínas, como as LDLs, fazem mal à saúde, enquanto os altos níveis de outras lipoproteínas, como as HDLs, são benéficas (como já fora explicado em posts anteriores). Diversos estudos médicos já demonstraram que ter pouco HDL e excesso de LDL é indicativo de alto risco para doença cardíaca, infarto e outros problemas de saúde.
            Consumir menos gordura e colesterol, portanto, tem um peso maior para melhorar a saúde cardiovascular de uma forma geral do que para o próprio tratamento da hipertensão. No entanto, resultados demonstram que comer menos gorduras saturadas e mais fibras podem baixar a pressão, uma vez que essas (as fibras) possivelmente diminuem a quantidade de insulina circulante no organismo,podendo auxiliar também na eliminação de mais sódio, contribuindo para uma consequente redução da pressão arterial.
            Associar as gorduras como sendo as grandes vilãs do organismo é, com efeito, um grande equívoco. No entanto, partir para o extremo oposto, relevando apenas seus aspectos positivos, certamente é outro. Devemos procurar conhecer as duas facetas que as envolvem, analisando-as de forma a buscar o balanço ideal entre elas. A revista VEJA supracitada, em sua matéria intitulada “A redenção da gordura”, busca retomar essa importância das gorduras, objetivando desmistificar a demonização que foi criada em torno delas.
            Na reportagem, a afirmação “a gordura saturada consumida em demasia nem sempre é maléfica” torna-se, no mínimo, intrigante. A sua explicação, entretanto, é pontual e direta: ”por um único e simples motivo: ela tem várias versões”. A seguir, ao discriminar essas várias versões da gordura saturada, destacando quatro (láurica, mirística, palmítica e oleica), cria-se ascondições para se ampliar os horizontes, amadurecendo a ideia de que as gorduras, as saturadas em especial, trazem também consigo grandes benefícios.
            Precisa-se tomar cuidado, entretanto, para não incorrer no erro de, já que as gorduras saturadas também fazem bem, abusar delas durante as refeições. Como já fora dito, é imprescindível buscar o equilíbrio, o balanço ideal entre o consumo das gorduras e os demais alimentos, visando, com isso, não apenas evitar as doenças cardiocirculatórias ou uma possível hipertensão arterial, mas, sobretudo, manter um padrão e uma qualidade de vida melhor e mais prazerosa.         

           
           
            

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hipertensão Arterial Pulmonar


Ao ouvirmos a expressão Hipertensão, logo fazemos a correlação à pressão alta propriamente dita, também conhecida como Hipertensão Arterial Sistêmica. No entanto, há também a Hipertensão Arterial Pulmonar que, em poucas palavras, é o aumento da pressão interna das artérias pulmonares (artérias essas responsáveis por levar o sangue do ventrículo direito do coração aos pulmões, com o fim de remover o dióxido de carbono presente na circulação substituindo-o por oxigênio; isto é, de fazer a hematose).
A pressão arterial pulmonar normal encontra-se, quando o organismo está em repouso, em torno de 25 milímetros de mercúrio (mmHg). Os níveis pressóricos da circulação pulmonar, no entanto, quando se encontram acima do limite de 25 mmHg, o indivíduo enquadra-se no quadro de Hipertensão Pulmonar, o qual pode ser subdividido em grau leve/moderado, quando a pressão encontra-se abaixo dos 45mmHg; ou então em grau severo, quando a pressão está acima dos 50 mmHg.
A Hipertensão Pulmonar, doença rara e que ameaça a vida, ainda não teve as causas de sua ocorrência de todas elucidadas, sendo o seu diagnóstico ainda hoje um grande desafio. Ela é uma desordem progressiva decorrente de uma série de agressões sobre a pequena circulação pulmonar, que leva ao remodelamento dos pequenos vasos levando a obstrução e ao aumento da resistência ao fluxo sanguíneo.
Promove-se, dessa forma, uma sobrecarga ao coração (em especial ao ventrículo direito) fazendo-o trabalhar mais e dificultando, consequentemente, o bombeamento de sangue do coração para os pulmões. Com o passar do tempo, e devido a sobrecarga sofrida, o coração vai minimizando a sua eficácia podendo, até mesmo, comprometer seriamente as atividades cardíacas com uma possível insuficiência ventricular direita. Surgem, com isso, os sinais de cansaço, de falta de ar, capacidade de exercícios limitada, fadiga aos esforços, de síncope (desmaios), sensação de aperto torácico, tornozelos e pernas inchados e, mais à frente, sinais de insuficiência cardíaca direita (como já fora mencionado).
 As suas principais causas são as ditas idiopáticas, que é a chamada verdadeira Hipertensão Arterial Pulmonar, que ocorre quando nenhuma causa efetiva foi encontrada para a sua ocorrência. Recentemente, pesquisas têm mostrado que os níveis de endotelina são significativamente aumentados nos tecidos e na circulação sanguínea de pessoas que apresentam a doença.
 A endotelina, peptídeo produzido pelo endotélio e que age como mensageiro químico dentro do organismo, sob condições normais, apresenta-se em níveis baixos e é essencial no controle da atividade do vaso sanguíneo. Quando em altas concentrações, no entanto, é responsável pelo estreitamento (vasoconstrição) e pelo espessamento (fibrose) dos vasos sanguíneos, desencadeando os sintomas característicos da doença: como a falta de ar, vertigem, os desmaios, palpitações e fraqueza geral.
Sabendo-se disso, viu-se a necessidade de bloquear seus efeitos nocivos através da ação medicamentosa. Dessa forma, utilizou-se a estratégia de bloquear os receptores da endotelina (que são dois: o ETA e o ETB. O primeiro é encontrado principalmente na musculatura lisa dos vasos sanguíneos, enquanto o segundo localiza-se na superfície do endotélio) utilizando-se, para isso, os antagonistas dos receptores de endotelina (ARE) que são, por exemplo, a Bosentana e a Ambrisentana (este, o mais recente deles).



Referências Bibliográficas:




domingo, 2 de setembro de 2012

Flavonóides



Os flavonóides são compostos polifenólicos de origem natural que, embora não sejam sintetizados pelo nosso próprio organismo, desempenham uma importante função nos sistemas biológicos. Um grande destaque dos flavonóides encontra-se na sua atuação quanto antioxidantes, isto é, eles minimizam a presença dos radicais livres no corpo. No entanto, para melhor compreendermos sua ação, faz-se necessário entender o mecanismo de funcionamento dos antioxidantes.
O nosso corpo é formado por bilhões de células que são mantidas juntas por pontes de elétrons, onde algumas vezes essas moléculas são formadas por uma junta frágil que pode partir-se resultando em uma molécula instável carente de um elétron. Esta molécula é conhecida como Radical Livre. Ao procurar substituir o elétron que está ausente, esses radicais livres começam a atacar as células vizinhas; quando as células atacadas sedem o seu elétron elas se transformam em novos radicais livres, ocasionando uma reação em cadeia conhecida como estresse oxidante. Como, então, lidar com esses radicais livres? Se o problema é causado pela oxidação (doação de elétrons), a resposta a isso se encontra na anti-oxidação. Isto se dá através do consumo de antioxidantes. Eles interrompem essa reação em cadeia ao doar um de seus próprios elétrons aos radicais livres, sem ficarem, contudo, instáveis após isso; isto é, os anti-oxidantes são capazes de doar seus elétrons sem se tornarem os próprios radicais livres. 
Os flavonóides, que são pigmentos naturais encontrados geralmente em frutas, flores e vegetais, devido a sua capacidade antioxidativa são capazes de inibir a oxidação do LDL (Low Density Lipoprotein), o dito “colesterol ruim”. A oxidação do LDL dá-se através da oxidação dos ácidos graxos poliinsaturados de sua cadeia realizada por radicais livres. Os LDLs modificados são facilmente absorvidos por macrófagos, tornando-se tóxicos para o endotélio dos vasos sanguíneos. Tal cadeia de eventos possibilita que haja a formação de placas e trombos, os quais dificultam o fluxo sanguíneo e contribuem para a ocorrência de problemas cardiocirculatórios. A inibição dessa oxidação, portanto, minimiza a formação de eventuais placas ateroscleróticas, o que reduz a rigidez arterial, tornando os vasos mais susceptíveis à vasodilatação prevenindo-se, com isso, uma possível hipertensão arterial.
Os flavonóides são encontrados em diversos produtos de consumo cotidiano, como em vegetais, legumes, frutas, chás de ervas, mel, vinho tinto e chocolate. Apesar de sua capacidade oxidativa ser a mais elucidada por estudos até agora, os flavonóides também desempenham outras atividades nos sistemas biológicos, como atividades antiinflamatórias, de vasodilatação, ação antialérgica e atividade contra o desenvolvimento de tumores.





Postado por: Ana Elisa Rosa

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Estresse X Hipertensão Arterial



            O estresse está incluso na vasta lista dos ditos Fatores de Risco que podem levar ao desenvolvimento da Hipertensão Arterial. No entanto, qual é a sua real relação com a pressão arterial e por que elas se relacionam?
        O estresse, entendido como sendo um esforço de adaptação, isto é, a busca do organismo por se adaptar às diferentes situações que lhe são propostas, está cada vez mais presente, cada vez mais enraizada na essência da atual sociedade, que está sempre disposta a oferecer novos métodos e caminhos para continuar o alimentando.

            A carga de exigências, o número de atividades diárias, a qualificação profissional requerida, o ritmo acelerado que a cidade impõe, os laços afetivos e familiares, as frustrações e decepções inerentes ao próprio fato de se existir, são alguns dos exemplos que compõe o cenário para tornar a aparição do estresse propícia. No entanto, como, então, o organismo reage frente a essas agressões psicossociais sofridas e muitas vezes impostas?

            Como forma de compensar, o organismo passa a fornecer, a sintetizar uma maior quantidade do hormônio cortisol (ou hidrocortisona), que é produzido pela glândula supra-renal, de fundamental e indispensável importância para a manutenção da vida, que atua tanto na adaptação às alterações do meio externo, quanto na resposta ao próprio estresse, sendo, por isso, considerado o hormônio clássico, típico do estresse.
        O cortisol, juntamente com os hormônios adrenalina e noradrenalina, são os responsáveis por preparar, por tornar o organismo apto a enfrentar as situações estressantes os quais são submetidos, visando reparar possíveis danos que possam vir a ocorrer. Dessa forma, quando as condições se normalizam, isto é, quando os elementos estressantes são superados, os níveis de cortisol retornam aos seus níveis padrões, superando essa fase de agressão gerada.
            No entanto, com a persistência da tensão, motivada pelos mais diversos fatores (trabalho, família, casamento, brigas, desentendimentos, noites mal dormidas) em conjunto com outros estados emocionais que alimentam a situação de estresse (como a angústia, a raiva e o medo), fazem com que essas taxas de cortisol permaneçam ainda a níveis anormalmente elevados por períodos extensos de tempo (indo desde semanas, meses e até anos), fazendo com que o mecanismo que de início objetivava reparar possíveis danos, passe agora a atuar como um agressor do organismo.

           Mas, afinal, qual a relação de todo esse quadro com a hipertensão arterial propriamente dita? A relação encontra-se no fato do cortisol aumentar tanto a quantidade de açúcar no sangue (já que as células musculares precisarão de bastante energia para enfrentar a situação de estresse apresentada), quanto pelo fato do cortisol simplesmente aumentar a pressão arterial.

            Evitar o estresse, portanto, buscando válvulas de escape que visem canalizar toda essa tensão para fora do organismo, além de se estar prevenindo uma possível hipertensão arterial, acrescenta diretamente em fatores positivos para a vida como um todo.   

Referências Bibliográficas:

http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/texto13.htm        
            

domingo, 27 de maio de 2012

Sedentarismo X Hipertensão Arterial






A Hipertensão Arterial, caracterizada por apresentar-se como uma doença silenciosa (na maioria dos casos), possui uma vasta lista dos ditos Fatores de Risco que a acompanham, podendo ser classificadas tanto quanto modificáveis, como é o caso do tabagismo, da bebida alcoólica, do sedentarismo, da obesidade, dos hábitos alimentares e do estresse; quanto não modificáveis, como é o caso da idade, do sexo e do histórico familiar. Tais Fatores de Risco, entretanto, se não forem devidamente avaliados e considerados, podem acarretar em futuras complicações do sistema cardiovascular como um todo.
Entretanto, hoje focaremos no aspecto do sedentarismo, buscando compreender qual a sua relação com a pressão arterial e quais as consequências que advêm de tal prática. Entender porque as pessoas que se exercitam e praticam regularmente alguma atividade física têm menos propensão ao desenvolvimento dessa doença que vem invadindo a realidade do mundo pós-moderno. 





 O sedentarismo facilita, contribui, torna mais fácil, mais propício que haja um acúmulo de placas de gordura (ateromas) nas artérias, uma vez que o organismo precisará de menos energia para se manter. Isto é, haverá uma “sobra” de gordura que não foi devidamente metabolizada, fazendo com que haja uma maior concentração de gordura na corrente sanguínea, facilitando a formação dessas placas.




Os ateromas se formam da seguinte forma: as partículas de LDL colesterol (o dito colesterol “ruim”), entram no espaço subendotelial – que é o espaço entre a porção interna do vaso sanguíneo e a membrana interna elástica do vaso. Essas partículas podem se tornar oxidáveis, acelerando o processo da aterosclerose. Os monócitos (um tipo de glóbulo branco) são atraídos pelas moléculas de LDL oxidadas, se acoplando ao endotélio e entrando na camada íntima. Quando os monócitos se instalam na camada sub-íntima, eles passam a se chamar de macrófagos, e passam a englobar as partículas ricas em colesterol. Há, então, o início da formação de uma massa adiposa, constituída de macrófagos e de partículas ricas em lipídeos. Essa massa, então, passa a se desenvolver, criando as placas de gordura.



Essas placas começam, então, a obstruir as paredes das artérias, comprometendo a circulação sanguínea. Mas qual a relação de todo esse quadro com a hipertensão? Para exemplificar, pensemos em uma mangueira. Quando ela não está sendo pressionada, isto é, quando a água está fluindo de maneira contínua e ininterrupta, esse é o seu fluxo normal, padrão. No entanto, quando a pressionamos, diminuindo o seu raio de circunferência, a pressão dentro da mangueira passa a ser maior, permitindo que a água tenha um maior alcance. Uma analogia pode ser estabelecida entre as placas de gordura e essa mangueira, isto é, a mangueira representa a artéria, e a pressão exercida sobre a mangueira representa a própria placa de gordura formada, que diminui o raio de circulação do sangue dentro da artéria aumentando, com isso, a pressão arterial.


 Respondendo, então, à pergunta inicial (qual a relação entre o sedentarismo e a hipertensão): uma vida com hábitos sedentários tende a tornar mais propício o aparecimento das condições ideais para que haja o aparecimento das placas de gordura e, consequentemente, de uma possível hipertensão arterial. Algo que é mais difícil de ocorrer, que é mais facilmente evitado em pessoas que praticam regularmente alguma atividade física, já que gastam mais energia (metabolizam, por exemplo, mais gorduras, minimizando a quantidade dela no sangue) do que as pessoas que nada fazem.
Tendemos a pensar que tais situações ocorrem apenas com os outros, mas nunca com a gente. No entanto, é válido lembrar que a pressão alta normalmente é uma doença silenciosa e que, como tal, vai se instalando sem avisar. Busquemos, portanto, estar sempre nos exercitando, saindo da nossa zona de conforto e entrando em ação, entendendo que os efeitos benéficos das atividades físicas vão muito além de simplesmente se evitar uma possível hipertensão arterial.


Referências bibliográficas:



sábado, 26 de maio de 2012

Tabagismo


     O tabagismo é a dependência da nicotina presente no cigarro. Muitas doenças estão associadas ao cigarro, tanto para fumantes ativos quanto para fumantes passivos. Algumas destas estão listadas abaixo:

§  Várias formas de câncer, particularmente câncer de pulmão, câncer dos rins, da laringe, Cabeça, pescoço, mamas, bexiga, esôfago, pâncreas e estômago. Há evidências de risco aumentado de leucemia, câncer de pele, fígado, colo uterino, intestinos, Vesícula biliar, adrenal, além de correlação com tumores infantis.
§  Doenças cardiovasculares;
§  Hipertensão;
§  Acidentes vasculares cerebrais;
§  Doença vascular periférica;
§  Distúrbios respiratórios, como bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica e enfisema;
§  Tromboangeite obliterante;
§  Impotência sexual;
§  Catarata;
§  Redução da memória e dificuldade de aprendizado em tabagistas adolescentes.
     Devido aos riscos provocados pelo cigarro, o Ministério da Saúde possui um programa especifico para os fumantes. Este programa visa explicitar à respeito dos efeitos do uso do cigarro no organismo e auxilia os fumantes na tentativa de largar o vício.                                                    

     A nicotina é uma substância química que entra no organismo através do trato respiratório inferior e  atinge rapidamente diversos tecidos. Por não ser contida na barreira hematoencefálica, a nicotina é uma subtância ativa no sistema nervoso central (SNC). A nicotina quando em contato com regiões do SNC se liga em receptores específicos que acabam por aumentar a pressão arterial.
     A adenosina é a uniao de uma adenina com uma ribose. A adenosina pode apresentar-se ligada a três fosfatos (ATP), dois fosfatos (ADP) ou a um fosfato (AMPc). O ATP e o ADP estão relacionados ao controle energético celular, e o AMPc está relacionado à sinalizaçao celular.
     Os rA2a são receptores de adenosina, e estão localizados por todo o SNC. Estes são os receptores trans membrana para adenosina de maior massa molecular, tendo ao todo 410 aminoácidos (sendo que 122 são pertecentes à sua longa alça C-terminal intracelular). Quando ligados à adenosina, os rA2a , promovem a dilataçao dos vasos sanguíneos e a diminuição das atividades cerebrais (sonolência).
     A nicotina se liga aos rA2a impedindo a ligação destes com a adenosina, bloqueando a ação natural da adenosina. As células, por não perceberem mais a adenosina, ao invés de diminuírem o seu metabolismo, aceleram. A nicotina tambem promove a constrição dos vasos sanguineos, uma vez que bloqueia a capacidade da adenosina de dilatá-los.
    Toda esta ação da nicotina é percebida pela hipófise, que relaciona à uma situaçâo de perigo, e estimula as glândulas supra-renais a produzir adrenalina. A adrenalina é o hormônio do alerta “lutar ou correr”, e entre as suas ações estimula o aumento da pressão sanguinea, o aumento da frequência cardíaca e a contração dos vasos sanguíneos periféricos. O conjunto destas ações repetidamente (que foram estimuladas pela nicotina presente no cigarro), podem provocar a hipertnsão.
     A nicotina por causar dependência quimica é um ótimo produto para as empresas tabagista, porém ela é muito prejudicial ao organismo. A principal forma de se evitar tornar-se um dependende desta droga é nunca usá-la, porém se já dependente dela, há diversos programas e métodos (governamentais ou não) que auxiliam na libertação do vício.

Site do “Programa Nacional de Controle do Tabagismo”

http://www.inca.gov.br/tabagismo/

 

Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabagismo_e_sa%C3%BAdehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Adenosinahttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-19022009-104148/pt-br.php